A Skylab era um enorme satélite, uma estação experimental de 77,5 toneladas que permaneceu na órbita da Terra durante apenas seis anos.
Seu principal objetivo consistia em demonstrar que os seres humanos podiam viver e trabalhar no espaço durante longos períodos de tempo, com a intenção de expandir nossos conhecimentos sobre a astronomia solar. Para isso, ela dispunha de um laboratório para estudar os efeitos da microgravidade e de um observatório solar.
Três equipes de três astronautas visitaram a Skylab, habitando na estação espacial em missões de 28, 59 e 84 dias, respectivamente. Durante este período de tempo, foram realizados aproximadamente 300 experimentos técnicos e científicos, incluindo a análise dos efeitos das explosões solares sobre a Terra e experimentos médicos que investigaram as demandas fisiológicas dos astronautas no espaço.
Devido ao efeito prolongado da ausência de gravidade sobre seus corpos, os astronautas ficavam fracos demais para permanecer em pé depois de regressar de missões mais longas. Os equipamentos para exercícios se tornaram um requisito em todas as missões espaciais de longa duração.
Síndrome do edifício doente
As plantas foram introduzidas nas dependências da Skylab quando os cientistas descobriram que 107 componentes voláteis orgânicos – como o formaldeído e o bezeno - utilizados na construção da estação espacial ficavam presos e não conseguiam circular. Depois que as plantas folíferas foram introduzidas, os testes demonstraram que a qualidade do ar havia melhorado e que os sintomas descritos pela tripulação haviam desaparecido.