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Organização Política e Social

No momento da chegada dos espanhóis, o Império Inca se expandia do norte do Equador até o centro de Chile, compreendendo a serra do Equador e Peru, o altiplano boliviano e o noroeste da Argentina. A superfície aproximada do território era um milhão e meio de quilômetros quadrados, com uma população estimada entre os quatro e seis milhões de habitantes. Sua capital é chamada de Cusco, que na língua quéchua significa “umbigo do mundo”.

A política do estado Inca era direcionada a integrar as populações dominadas em uma economia capaz de manter um império expansionista, estabelecendo uma combinação entre a utilização da terra e o trabalho. Dentro de cada comunidade se separavam extensões de terra que constituíam propriedades do Estado, que eram trabalhadas pela população como cumprimento das suas obrigações tributárias. Outra forma de tenência de terras eram os “"encraves" estatais de produção (destinados à agricultura intensiva) e os centros administrativos (encarregados do controle de pessoas e tributo das regiões.) Os imperadores incas puderam manter e desenvolver seu grande domínio, devido à preocupação do bem-estar e a felicidade dos seus súditos; não existia fome e grandes injustiças, denominado “império paternalista”,  bem organizado.

Na sua organização social, um grupo de famílias de parentes formavam um ayllu, e vários ayllus, uma aldeia ou povoado governados por um curaçá (chefe ou cacique). Os trabalhos exigiam muito esforço e eram realizados de forma comunitária com os integrantes dos ayllus. Este trabalho consistia em o ayni (reciprocidade). Se o trabalho exigisse a participação de vários allyus, os grupos de uniam e alternavam os turnos. Desse costume surgiria a mita, na qual os homens se alternavam para cultivar as terras do curaçá ou as do Estado.

Os indígenas que continuavam a viver nas terras do seu ayllu mantinham a capacidade de se auto-sustentar e de contribuir com o imposto estatal, formando categorias sociais alternativas: os yanacona, empregado doméstico que podia ser recompensado com cargos administrativos de responsabilidade; os camayos, que tinham uma ocupação especializada; os mitigas, que através do princípio da mita era transladados do seu lugar de origem servindo de forma direta ao Inca ou sendo incorporados à organização administrativa regular das províncias. Estes três tipos de status eram indicadores de diferentes graus de privilégios entre a população, dentro do império não existiam homens “livres” e o estado exercia seu controle sobre todos os habitantes.