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As cidades do período anterior eram localizadas de maneira descentralizada no sul do México, Guatemala e Honduras. Desde o fim do século X, as principais urbanizações do Pós-Clássico passaram a se concentrar na metade norte da península de Yucatán.
Os putunes, grupos maias de língua chontal, saíram do golfo do México (Campeche e Tabasco) para se estabelecer na região central de El Petén. Os puntunes seriam os construtores dos templos circulares e dos pátios em forma de H para o jogo de bola.
O processo de militarização da sociedade maia intensificou a causa das guerras permanentes entre as diferentes cidades e os putunes, que estavam sob a influência dos toltecas do Vale Central do México. O culto a Quetzalcoatl foi imposto na região, rebatizado de Kukulkán na língua Maia.
Em 978, o grupo dos itzá abandonou a costa sudoeste para instalar-se em Chichén, em um lugar de Yucatán que já havia sido ocupado durante o Período Clássico. Neste novo território, foi fundada uma nova dinastia.
Os toltecas se estabeleceram em Mayapan, impondo um novo controle das rotas comerciais. Um chefe da família Xiu, possivelmente proveniente do México, fundou Uxmal.
As três cidades, Chichón Itzá, Mazapán e Uxmal formaram a Liga de Mazapán, que liderou o mundo maia durante mais de dois séculos com um extraordinário florescimento da cultura e da arte, identificado com a chegada dos toltecas, cujo estilo está relacionado aos monumentos de Chichón Itzá.
A Liga foi desfeita em 1194 e as três cidades entraram em guerra. Meio século depois, Mayapán derrotou Chichén Itzá, destruindo a cidade e escravizando a sua população, dominando a região durante os próximos duzentos anos.
Em 1441, os maias de Chichón Itzá triunfaram em uma rebelião que culminou com a morte de toda a família real de Mayapán, abrindo passagem para a derrubada das monarquias divinas, e a um período de anarquia e fragmentação de pequenos senhorios.
Meio século depois, no momento da chegada dos espanhóis, a esplêndida cultura maia havia dado lugar a desorganização social e ao esquecimento das grandes tradições.
Os reis e as grandes instituições da sociedade maia haviam desaparecido antes da chegada dos espanhóis, facilitando a tarefa dos conquistadores, que conseguiram o controle de quase toda a Península de Yucatán até 1541, apesar de alguns grupos como os itzá terem prolongado sua resistência durante quase dois séculos.
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