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O início do Período Clássico coincidiu com o declínio das cidades maias da zona central do El Petén, a planície costeira, e as Terras Altas. Alguns especialistas consideram que a erupção do Iiopango tenha produzido uma catástrofe que teria arruinado o comércio e a hegemonia política das cidades desta região.
No final do século III, os centros urbanos do norte Calakmul, Palenque e Tikal se destacaram. No sudeste de Teotihuacan, durante o processo de mudanças no início da expansão, os senhores impuseram um novo controle das redes comerciais na Mesoamérica.
A colaboração entre os cientistas provenientes das ciências naturais, e os cientistas das ciências sociais permitiu que se pudesse estabelecer que a rápida expansão demográfica dos maias entre o ano 550 e 750 estava associada a um período climaticamente favorável.
Durante o século VII a organização política característica dos maias ganhou forma. No século IV, o crescimento demográfico dos maias do norte experimentou um novo salto. O aumento da economia em suas cidades e o grau de estabilidade política alcançado pelos reis e os príncipes se traduziu em plano cultural, e um maior desenvolvimento das construções urbanas. O apogeu das cidades-estado duraria até o século seguinte.
Graças à pesquisa das esteiras os cientistas estabeleceram três fases distintas na história do Período Clássico:
292 - 633: durante esta fase foram construídas várias cidades maias muito importantes. A fase se identifica com o estilo de cerâmica característico, denominado “Tzakol”.
634-730: durou menos de 100 anos. Os arqueólogos também associam a fase com o estilo de cerâmica predominante na época, chamado “Tepeu”. 731-987: evidenciou o apogeu dos grandes centros urbanos de Palenque, Yaxchilan e Pedras Negras. Durante esta fase, os maias atingiram o seu brilho máximo.
Não há detalhes sobre os processos sociais e os acontecimentos históricos que provocaram a obscuridade dos maias do Período Clássico.
Os estudos realizados nos últimos anos pelos especialistas em climas da antigüidade (paleoambiente) revelaram que uma série de secas terríveis e longas terminaram com o período de tranqüilidade climática. Ao lado de fatores políticos e sociais, essa situação havia contribuído com o colapso dos maias do Período Clássico, provocando um dos maiores desastres demográficos da história da humanidade.
As Terras Baixas do Sul e o centro da península de Yucatán foram muito afetados pelo desastre natural e social, impulsionando o abandono das grandes cidades, densamente povoadas.
A informação proveniente das esteiras maias reforça esta hipótese, agravada pelo esgotamento do solo devido à queima da mata, um método agrícola que deixou a terra improdutiva.
A expansão demográfica dos séculos anteriores havia superado o limite de tolerância dos recursos naturais, nas novas condições climáticas, e com essas técnicas de exploração e organização social de produção.
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