Com uma temperatura média de 23°C, o Canal de Panamá se estabeleceu como uma rota tanto comercial como turística. No entanto, esta obra arquitetônica, considerada a oitava maravilha do mundo moderno, trouxe consigo um significativo impacto ecológico sobre a costa panamenha.
Ao longo dos anos, especialmente depois da Segunda Guerra Mundial, um intenso processo de desmatamento deflagrado pela urbanização dos portos devastou a floresta caribenha. Além de representar a perda de milhares de hectares de florestas, ele também desencadeou a alteração dos mapas hidrológicos que alimentam o Canal de Panamá. Em outras palavras, a urbanização em prol do progresso do canal afeta irremediavelmente sua sobrevivência. Diante deste paradoxo, diversos grupos de ecologistas tentam preservar algumas áreas da floresta, tentando alcançar um equilíbrio que compense o dano causado pelo desmatamento desenfreado das décadas anteriores. Hoje, apesar de as empresas construtoras serem obrigadas a apresentar controles de risco e de impacto ambiental, a expansão do Canal continua. Conseguiremos chegar a um equilíbrio sustentável?
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