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John F. Kennedy: 1917-1963

John F Kennedy representava tudo o que os Estados Unidos de 1960 sonhavam: juventude, vigor, dinamismo e um sentimento que o sonho americano estava voltando. Mas essa imagem era falsa, pois Kennedy escondia um segredo médico que poderia proibi-lo de ser presidente.

Ele tinha sofrido por mais de dez anos da Doença de Addison – insuficiência da glândula adrenal e a incapacidade de produzir o hormônio do estresse, o cortisol, vital para as defesas do organismo. Sem a reserva de cortisol, uma situação estressante ou um acidente poderiam levá-lo a um colapso físico. Quando o rival de Kennedy para a presidência, India Edwards, tornou pública sua Doença de Addison, JFK negou as alegações e o assunto foi esquecido.

Ironicamente, um dos efeitos colaterais da Doença de Addison, conhecida como cor bronzeada, seria sua grande vantagem. Nos debates na TV, JFK brilhou sobre seu rival republicano Nixon com o seu bronzeado saudável e sorriso radiante, e assim continuou até ganhar a presidência. Mas a chegada de Kennedy ao topo foi estimulada por doses diárias de hidrocortisona (cortisol sintético).

Essa nova e maravilhosa droga que proporciona energia estava disponível desde o final da década de 50. Com cortisona armazenada em caixas de segurança em todo o país, durante sua campanha presidencial, é possível que JFK estivesse tomando mais do que a dose recomendada. Entre os efeitos colaterais que a droga poderia causar-lhe estavam: aumento de ansiedade, ataques de pânico, insônia e aumento da libido – responsável talvez pelo seu apetite sexual insaciável.

Kennedy também sofria de outro sério problema. Ele tinha dores crônicas nas costas por possuir uma perna mais curta que a outra. Com este problema de nascença, ele era obrigado a ter sempre uma cadeira de balanço e um aparelho de ondas curtas, além das drogas injetáveis que aliviavam suas dores. As anfetaminas eram fornecidas pelo médico Max Jacobsen (Doutor Feelgood), mas Kennedy pensava que elas eram vitaminas, hormônios e enzimas.
Quando JFK descobriu o verdadeiro conteúdo das suas injeções já era tarde demais, ele já estava viciado. Depois que os aviões espiões dos Estados Unidos viram os mísseis russos serem construídos em Cuba em 15 outubro de 1962, o futuro da segurança do mundo ocidental dependia de um homem que assumia riscos de forma compulsiva e era dependente dos esteróides e anfetaminas. Dizem que durante este perigoso jogo de estratégias nucleares, Kennedy foi visitado pelo Doutor Feelgood. Felizmente, mesmo com os excessos de JFK, Khrushchev se retirou e a guerra foi evitada.

Quando uma bala assassina acabou com a vida de Kennedy, sua história médica secreta jogou um papel decisivo. Naquele trágico dia na limusine, foi o colete que o manteve reto depois que a primeira bala o atingiu, permitindo que a segunda bala entrasse na sua cabeça e acabasse com a sua vida.