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Os Caçadores de Mitos
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A dinâmica do impensado
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Adam Savage
Jamie Hyneman
M5 INDUSTRIES
Arco do triunfo
O mito do piloto sem cabeça
Os mitos urbanos
Especial Tubarões
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Os mitos urbanos

O psiquiatra suiço Carl Gustav Jung ficava impressionado com a similaridade entre os sonhos de seus pacientes e os mitos de diversas culturas, que não só se parecem, como também havia uma falta de contato histórico entre as culturas que os geravam.

Jung explicava este fenômeno como a teoria do inconsciente coletivo. Do mesmo modo que todos os seres humanos têm uma estrutura anatômica idêntica independente de sua etnia e cultura, segundo sua teoria os seres humanos também teriam uma estrutura psíquica inconsciente similar, ou seja, um inconsciente coletivo.

Muitas das lendas urbanas, como a dos lobisomens, os vampiros ou o mais contemporâneo “chupacabras”, poderiam fazer parte deste esquema. É claro que os mitos urbanos recriados por Jamie e Adam por esporte, curiosidade e diversão nem sempre têm a ver com a profundidade do inconsciente e sim, em muitos casos, com a inconsciência de repetir sem pensar qualquer coisa que nos contam.

A crença popular precisa de dois atores, o que transmite o conto e o que o reproduz. Estas teorias, algumas delas completamente loucas, outras um pouco mais plausíveis, são coisas que talvez possam ter ocorrido, mas há uma testemunha direta do acontecimento.

O mito urbano acontece em uma dimensão paralela onde até o improvável é considerado verossímil. É muito difícil rastrear a origem destas lendas. Algumas delas provavelmente foram inventadas com algum propósito, e a maioria são histórias que se repetem com tanto convencimento que a teoria acaba ganhando adeptos.

Isto vai muito além do espírito de entretenimento do show “Caçadores de Mitos”. Finalmente, uma dupla de seres humanos decide provar empiricamete, a probabilidade da existência de certas lendas urbanas. Por ejemplo, ouve-se que uma pessoa que levou um tiro foi salva porque tinha uma Bíblia no seu bolso que deteve a bala. A dupla irá demonstrar que isso é impossível, que por mais dura que a capa da Bíblia seja, este tipo de livro não existe…nem mesmo o isqueiro Zippo, uma outra variação da mesma crença, poderia parar uma bala.

Mas a pergunta é por que muitas destas crenças se transformaram em relatos tão convincentes. Como demonstram Hyneman e Savage em ação, alguns destes mitos têm um elemento plausível. Apesar disso, a maioria termina na lista dos mitos desmitificados.

Será que para materializar o invisível, como dizem os especialistas neste tema, o mito deve ser usado socialmente: deve servir para criar um universo simbólico, para habitá-lo e daí, se relacionar com o mundo. Quando um mito é desgastado, ele sempre se renova, afirmam os especialistas. Um mito poderá resistir a lógica, mas alguém sempre lhe dará o benefício da dúvida. E isso só pode significar uma coisa: que os “Caçadores de Mitos” têm seu futuro garantido!